>>>>>>>>>>>>>>>Efemérides , efêmero, ou aquilo que passa. Também representa astrologicamente às posições, os trânsitos, os caminhos dos astros e pontos pelo zodíaco, fenômenos celestes e indicações marcadas por dias seqüenciais tanto celestes como de assuntos de nosso mundo.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
colcha de retalhos
jovens amantes querem amar rapidamente e separar, os velhos amantes querem juntar e ver a beleza nos antigos retalhos......
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Ainda me lembro;
e gostaria que minhas brincadeiras entre vagalumes pudessem voltar,
pois minhas noites eram todas iluminadas,
e como as estrelas se tornavam claras e transparentes,
eu podia enxergar a pureza em cada coração;
e dentro deste caminhar na estrada deserta
eu vivia feliz naquele tempo de criança,
onde a vida era disfarçada de sonhos...”
e gostaria que minhas brincadeiras entre vagalumes pudessem voltar,
pois minhas noites eram todas iluminadas,
e como as estrelas se tornavam claras e transparentes,
eu podia enxergar a pureza em cada coração;
e dentro deste caminhar na estrada deserta
eu vivia feliz naquele tempo de criança,
onde a vida era disfarçada de sonhos...”
Florbela Espanca
Em gargalhadas ásperas de demente;
E esta minh'alma trágica e doente
Não sabe se há-de rir, se há-de chorar!
Vento de voz tristonha, voz plangente,
Vento que ris de mim, sempre a troçar,
Vento que ris do mundo e do amar,
A tua voz tortura toda a gente!...
Vale-te mais chorar, meu pobre amigo!
Desabafa essa dor a sós comigo,
E não rias assim!... Ó vento, chora!
Que eu bem conheço, amigo, esse fadário
Do nosso peito ser como um Calvário,
E a gente andar a rir pla vida fora!!...
A Amizade e o Amor Segundo uma Lógica de BazarDesconfia-se do que é dado e pesa-se o que se recebe. A amizade e o amor parecem gerir-se, por vezes, segundo uma lógica de bazar. Já nem é considerado má-educação perguntar quanto é que uma prenda custou. Se esse preço é excessivo chega-se a dizer que não se pode aceitar. Recusar uma dádiva é como chamar interesseiro ao dador. É desconfiar que existe uma segunda intenção. De qualquer forma, só quem tem medo (ou corre o risco) de se vender pode pensar que alguém está a tentar comprá-lo. Quem dá de bom coração merece ser aceite de bom coração. A essência sentimental da dádiva é ultrajada pela frieza da avaliação.
A mania da equitatividade contamina os espíritos justos. É o caso das pessoas que, não desconfiando de uma dádiva, recusam-se a aceitar uma prenda que, pelo seu valor, não sejam capazes de retribuir. Esta atitude, apesar de ser nobre, acaba por ser igualmente destrutiva, pois supõe que existe, ou poderá vir a existir, uma expectativa de retribuição da parte de quem dá. Mas quem dá não dá para ser pago. Dá para ser recebido. Não dá como quem faz um depósito ou investimento. O valor de uma prenda não está na prenda - está na maneira como é prendada.
Hoje em dia, com a filosofia energumenóide e pseudojusta que impera, condensada no ditado ‹‹There is no such thing as a free lunch» é praticamente impossível oferecer um almoço a alguém. Todos os gestos de amor e de amizade são reduzidos ao valor de troca, a uma mera transacção em que é tudo avaliado, registado, saldado, pago a meias e de um modo geral discutido e destruído até estar esvaziado de significado.
A mania da equitatividade contamina os espíritos justos. É o caso das pessoas que, não desconfiando de uma dádiva, recusam-se a aceitar uma prenda que, pelo seu valor, não sejam capazes de retribuir. Esta atitude, apesar de ser nobre, acaba por ser igualmente destrutiva, pois supõe que existe, ou poderá vir a existir, uma expectativa de retribuição da parte de quem dá. Mas quem dá não dá para ser pago. Dá para ser recebido. Não dá como quem faz um depósito ou investimento. O valor de uma prenda não está na prenda - está na maneira como é prendada.
Hoje em dia, com a filosofia energumenóide e pseudojusta que impera, condensada no ditado ‹‹There is no such thing as a free lunch» é praticamente impossível oferecer um almoço a alguém. Todos os gestos de amor e de amizade são reduzidos ao valor de troca, a uma mera transacção em que é tudo avaliado, registado, saldado, pago a meias e de um modo geral discutido e destruído até estar esvaziado de significado.
Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o unguento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras de uma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é d'oiro, a onda que palpita.
Dou-te comigo o mundo que Deus fez!
- Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A Princesa do conto: “Era uma vez...”
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o unguento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras de uma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é d'oiro, a onda que palpita.
Dou-te comigo o mundo que Deus fez!
- Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A Princesa do conto: “Era uma vez...”
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
quarta-feira, 13 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Não tenho estudo, nem cursos,
Para poemas fazer.
Mas tenho uma alma poeta,
Que conduz meus dedos a escrever.
De dentro do meu coração é que nasce a inspiração.
Um sorriso, ou uma lágrima ou até mesmo um sussurro.
Um encontro ou despedida.
Tudo vira poesia.
Uma coisa é certa.
Quem de poesia vive, não dá tempo para tristeza.
Muito menos pra incerteza...
Para poemas fazer.
Mas tenho uma alma poeta,
Que conduz meus dedos a escrever.
De dentro do meu coração é que nasce a inspiração.
Um sorriso, ou uma lágrima ou até mesmo um sussurro.
Um encontro ou despedida.
Tudo vira poesia.
Uma coisa é certa.
Quem de poesia vive, não dá tempo para tristeza.
Muito menos pra incerteza...
Somente a esperança cabe dentro do peito.
Esperança pela vida... Esperança pelo amor.....
Tudo é um encanto na vida de um escritor.
Por isso a Deus eu peço...
Que me conceda na vida,
Muito romantismo, com espírito de criança.
Pois, criança irradia...
Muita alegria, amor...
E bastante sinceridade pra conduzir um poema...
Na maior realidade..descosturado do blog preciosa maria
Esperança pela vida... Esperança pelo amor.....
Tudo é um encanto na vida de um escritor.
Por isso a Deus eu peço...
Que me conceda na vida,
Muito romantismo, com espírito de criança.
Pois, criança irradia...
Muita alegria, amor...
E bastante sinceridade pra conduzir um poema...
Na maior realidade..descosturado do blog preciosa maria
sexta-feira, 27 de maio de 2011
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